São Paulo recebe, desde a úlrima sexta-feira (7), a XXVI Assembleia Geral da Federação dos Partidos Verdes das Américas (FPVA), reunindo delegações de toda a América Latina, além de representações da África e da Europa, em um dos encontros políticos mais amplos e estratégicos do movimento verde internacional.
A abertura do evento, que se estende até domingo (9), aconteceu no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo e reforçou o papel das forças verdes na defesa da democracia, da justiça climática e da cooperação internacional.
Entre as lideranças presentes, destacou-se a presidente da Global Greens, Bodil Valero, que ressaltou a importância da articulação entre os continentes como instrumento político para enfrentar os desafios globais do clima. “As Américas têm um papel essencial na reconstrução ecológica e democrática do planeta. O que está sendo construído aqui é uma aliança política para a vida”, afirmou Valero.
A mesa de abertura contou ainda com representantes do Partido Verde do Brasil, como o vereador Roberto Trípoli, a deputada Lohanna França (PV/MG), Teresa Britto, presidente da Fundação Verde Herbert Daniel, Reynaldo Nunes, vice-presidente nacional do PV, e Mayara Vargas, presidente da Juventude Verde das Américas, além de Flor de Maria Hurtado, presidente da FPVA, Shirley Torres, secretária nacional do PV Mulher e Nancy Thame, vice-presidente do diretório do Partido Verde de São Paulo.
Durante o encontro, foi apresentada a “Carta de Belém – PV por uma Amazônia viva e um planeta justo”, elaborada pela Fundação Verde Herbert Daniel, como resultado de um trabalho criterioso de escuta nos estados brasileiros como Pará, Minas Gerais e Bahia.
O documento consolida compromissos com a Justiça Climática e Social, a Implementação do Acordo de Paris, o Financiamento e a Responsabilidade Internacional, o Protagonismo Feminino e a Amazônia como coração climático do planeta.
Pela primeira vez, a Assembleia Geral da FPVA também contou com um espaço dedicado a discutir ainda a implementação de um trabalho coletivo entre as fundações dos partidos verdes, voltado à cooperação técnica, formação política e troca de experiências entre as diferentes nações.
Com a COP30 se aproximando, os partidos verdes pretendem levar à conferência uma posição unificada das Américas, reforçada pela contribuição africana e europeia, defendendo ações políticas concretas para combater a poluição, conter o desmatamento e ampliar a participação popular nas decisões ambientais.
A Assembleia da FPVA, que segue durante todo o sábado, com a escolha de novos representantes e definições de organização, marca um momento histórico para o movimento verde: a consolidação de uma aliança internacional entre partidos comprometidos com uma transição ecológica justa, democrática e participativa.





