Em entrevista à Rádio BandNews Brasília nesta quarta-feira (7), o deputado federal Professor Reginaldo Veras (PV-DF) classificou como “um dos episódios mais lamentáveis da história republicana ” a ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por parte de parlamentares da oposição. Para o parlamentar, a obstrução física do espaço de trabalho representa um atentado à própria lógica democrática.
“Se sequestra o espaço físico do Parlamento, se sequestra a representação do povo ”, afirmou.
Veras ressaltou que a ocupação do plenário, independentemente de ser promovida por partidos de esquerda ou direita, é ilegal e antidemocrática, por impedir que deputados regularmente eleitos cumpram sua função constitucional.
Crítica à condução e cobrança de firmeza da presidência da Câmara
O parlamentar do PV avaliou a postura do presidente da Câmara, Hugo Motta, como “hesitante” diante da crise. Apesar disso, reconheceu o esforço da Mesa Diretora para restabelecer os trabalhos legislativos por meio da convocação de sessões remotas. Segundo Veras, a prioridade deve ser retomar o funcionamento normal da Casa, sem ceder a chantagens de grupos organizados.
Destaque: projeto transforma o livro didático em política de Estado
Na parte final da entrevista, Reginaldo Veras ressaltou uma das principais conquistas recentes de seu mandato: a aprovação, na Comissão de Educação, do projeto de lei que transforma o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em política pública permanente.
“Hoje, o PNLD é regulado apenas por decreto. Com o projeto, o Estado brasileiro será obrigado, por lei, a fornecer livros didáticos com pluralidade de conteúdo, avaliação técnica isenta e respeito à diversidade regional dos estudantes ”, explicou.
Veras criticou a ausência de planejamento por parte do Ministério da Educação para o fornecimento de livros do ensino médio em 2026 e reforçou a urgência de tornar o programa obrigatório por força de lei.
“O pior Congresso da história”, segundo o deputado
Questionado sobre o que o Congresso aprovou de relevante neste ano, Veras foi direto: “Nada que transforme de fato a vida do povo” . Criticou projetos como o “PL da Devastação”, que enfraquece o licenciamento ambiental, e o aumento do número de parlamentares, que classificou como “ inconstitucional ” e “ um tapa na cara da sociedade ”.
Apesar das críticas, destacou que segue atuando com firmeza: presente nas comissões, relatando projetos, fiscalizando o Executivo e apresentando propostas que respondem às necessidades reais da população.





