A suspensão da outorga concedida pela ADASA para a usina termoelétrica (UTE Brasília) é uma vitória do bom senso. Não faz sentido autorizar a captação de água do já degradado Rio Melchior com base em dados defasados de mais de uma década.
Além do risco ambiental, há uma ameaça direta à saúde da população. A combinação de poluentes da queima de combustíveis com o ar seco de Brasília pode transformar a cidade numa estufa de poluição. Além disso, esse termoelétrica vai impactar a existência de uma escola pública que atende centenas de crianças na periferia — um absurdo inaceitável.
Queremos segurança energética, sim. Mas com responsabilidade, respeito ao meio ambiente e cuidado com as pessoas. O futuro do DF está nas fontes limpas e sustentáveis, não em termoelétricas poluentes e mal planejadas.





