Deputado parabeniza líder do partido verde na Itália por acionar o governo italiano contra a deputada brasileira, condenada pelo STF
O deputado federal Clodoaldo Magalhães, líder do Partido Verde (PV) no Brasil, se manifestou publicamente sobre a fuga da deputada Carla Zambelli (PL-SP) para a Itália, após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, Clodoaldo criticou a postura de Zambelli, que deixou o país e ironizou a possibilidade de ser presa. “A deputada fugiu do Brasil e ainda debocha, dizendo que a Interpol pode ir atrás que ela não será presa na Itália”, afirmou. O parlamentar também parabenizou a atitude do deputado italiano Angelo Bonelli, líder do partido Europa Verde, que foi acionado pelo Partido Verde do Brasil para reagir oficialmente ao caso.
Em resposta à articulação dos colegas brasileiros, Angelo Bonelli protocolou nesta quarta-feira (4) uma interpelação no Parlamento italiano, dirigida aos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, solicitando que sejam tomadas “medidas urgentes” para impedir que Zambelli utilize sua cidadania italiana para escapar da Justiça brasileira. O parlamentar europeu destacou a importância de proteger os valores democráticos e evitar que a Itália sirva de refúgio para condenados por crimes contra a democracia.
A mobilização internacional acontece após a Primeira Turma do STF condenar Zambelli a dez anos de prisão e decretar a perda de seu mandato. A decisão se deu após a deputada ser considerada culpada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Dias depois da condenação, Moraes decretou sua prisão preventiva, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a inclusão do nome da parlamentar na lista de procurados da Interpol.
Na interpelação, Bonelli ainda sugeriu uma alteração na legislação italiana, propondo que seja revogada a cidadania de pessoas condenadas por crimes como golpe de Estado, tentativa de golpe, incitação à subversão da ordem democrática ou crimes contra a humanidade. O episódio reacende o debate internacional sobre os limites da proteção oferecida pela dupla cidadania e reforça a articulação de forças políticas tanto no Brasil quanto na Itália para que a deputada responda efetivamente pelos crimes aos quais foi condenada.





