Deputado alertou, em ofício enviado ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, para a ameaça que o garimpo representa a um dos rios mais preservados da Amazônia
O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV–PE) enviou, nesta terça-feira (7), um ofício ao presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, solicitando ações urgentes de fiscalização e proteção diante do avanço do garimpo ilegal no Rio São Benedito, no sudoeste do Pará.
O parlamentar expressou preocupação com o impacto ambiental e social que a atividade garimpeira tem causado na região, conhecida por abrigar uma das últimas áreas de águas limpas da Amazônia e comunidades tradicionais que vivem em harmonia com a floresta.
No documento, Clodoaldo destacou que o Rio São Benedito e o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) dos Rios São Benedito e Azul desempenham papel estratégico na contenção do desmatamento e na preservação da biodiversidade local. O deputado alertou que o avanço de balsas e dragas ilegais ameaça transformar o rio em um novo cenário de degradação ambiental, como já ocorreu em outros cursos d’água da região amazônica. “O que está em curso é uma tragédia anunciada. Não podemos permitir que o Rio São Benedito siga o mesmo caminho de rios contaminados e devastados pelo garimpo ilegal”, afirmou.
Entre as medidas solicitadas ao Ibama, o parlamentar pediu ações imediatas de fiscalização, reforço no monitoramento aéreo e terrestre, uso de tecnologias de detecção remota e a implantação de uma base permanente do órgão e da Polícia Militar Ambiental na região. Clodoaldo ressaltou que proteger o Rio São Benedito é “um compromisso ético, social e civilizatório com o futuro da Amazônia e do Brasil”, colocando-se à disposição para colaborar com o fortalecimento das ações interinstitucionais de combate ao garimpo ilegal.





