Trecho conta importantes aspectos da história de Lampião e seu grupo, concentrando-se em pontos turísticos entre Alagoas e Sergipe
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (28), o parecer do deputado Bacelar (PV/BA) ao Projeto de Lei 1.513/2024 que institui a Rota Turística do Cangaço no litoral e sertão de Sergipe e Alagoas.
O parlamentar ressaltou o impacto positivo da iniciativa para o desenvolvimento regional. “Estamos falando de uma proposta que valoriza a história do Nordeste e, ao mesmo tempo, fortalece o turismo como vetor de geração de emprego e renda para Sergipe e Alagoas”, acrescentou Bacelar.
A proposta busca consolidar e dar reconhecimento institucional a um dos roteiros turísticos mais emblemáticos do Nordeste brasileiro, que percorre localidades históricas ligadas ao cangaço, fenômeno social marcante do início do século XX, incluindo o município baiano de Paulo Afonso, que possui forte ligação com a trajetória de Maria Bonita e com a história do cangaço.
Atualmente, a chamada “Rota do Cangaço” já é explorada turisticamente, com passeios que saem da cidade de Piranhas (AL), atravessam o Rio São Francisco e levam visitantes até a Grota do Angico (SE), local onde ocorreu o fim do grupo de Lampião, em 1938.
O roteiro combina turismo histórico, cultural e ecológico, incluindo navegação pelo “Velho Chico”, trilhas na caatinga e visitas guiadas que recontam episódios do cangaço e da vida de personagens como Lampião e Maria Bonita.
Na prática, a formalização da rota como política pública tem potencial para impulsionar o desenvolvimento regional, fortalecendo o turismo em municípios como Canindé de São Francisco (SE), Piranhas (AL) e Paulo Afonso (BA), além de valorizar o patrimônio cultural nordestino.
“Recontar a história do Brasil também é uma forma de fortalecermos a nossa identidade. Iniciativas como a Rota do Cangaço permitem revisitar esse capítulo sob novas perspectivas, valorizando não apenas os personagens, mas o contexto social, cultural e econômico em que ele ocorreu. É uma oportunidade de transformar memória em conhecimento, preservação e desenvolvimento para as regiões envolvidas”, finalizou o relator.





