Ativista exilado em Paris relata torturas e mortes sob custódia; Guaraci Fagundes acompanhou o depoimento e destaca gravidade das denúncias
O advogado palestino e ex-prisioneiro político Salah Hammouri, atualmente exilado em Paris, esteve em Florianópolis para denunciar violações graves contra presos políticos palestinos em prisões israelenses. O encontro integrou uma série de atividades que ele realizará no Brasil para sensibilizar a sociedade sobre a situação na Palestina e mobilizar instituições e cidadãos contra as ilegalidades cometidas pelo Estado de Israel. A agenda contou com a presença do secretário nacional de Direitos Humanos do Partido Verde, Guaraci Fagundes, que entrevistou o ativista e ouviu seu relato.
Durante a conversa, Salah afirmou que “enquanto o mundo vê o genocídio na Palestina, há também um genocídio silencioso acontecendo nas prisões de Israel”. Ele descreveu torturas constantes, como exposição ao frio, isolamento prolongado sem luz solar, ataques de cães, bombas de gás em celas e violência sexual. O ativista citou casos como o de uma mulher estuprada três vezes, um homem violentado com um bastão eletrificado e um jovem de dezoito anos agredido sexualmente por cães. Segundo ele, a saúde dos detentos está em situação “catastrófica”, o que se reflete em setenta e sete mortes sob custódia, centenas de desaparecidos, quarenta e nove mulheres presas e trezentas e cinquenta crianças e adolescentes detidos.
Salah também fez um apelo ao governo brasileiro pela libertação de Islam Hamed, cidadão do Brasil detido há mais de vinte anos em Israel, afirmando que “o Brasil deve usar seu poder para pressionar pela libertação de Islam, que está preso ilegalmente”.
Guaraci Fagundes reforçou a importância das denúncias apresentadas. “O testemunho de Salah é fundamental para que o Brasil compreenda a dimensão das violações e reafirme seu compromisso com os direitos humanos”, declarou o secretário. Ao final, ele conduziu uma breve entrevista, na qual o ativista voltou a destacar que a mobilização internacional é essencial para interromper as violações e proteger vidas palestinas.
A agenda de Salah seguirá por outras cidades brasileiras, onde continuará apresentando denúncias e dialogando com organizações, parlamentares e movimentos sociais.





