Vídeo: José Paulo Toffano

 

O legado recente que ele deixou para a humanidade foi sua luta para desarmar e entender o pânico e, às vezes, a violência causada pela complexidade cultural da linguagem distorcida associada à aids. Herbert Daniel imaginou outras possibilidades mais lúcidas e humanas sobre as relações sociais, médicas e trabalhistas.

Sugeriu respostas solidárias para o desafio do convívio da humanidade com mais um vírus mortal, sobre viver com aids. Imaginou poder difundir outras vertentes de se vivenciar a aids, de se promover a participação social e política em prol do redirecionamento da concepção ideológica do estigma e do desterro, da necessidade de se difundir a informação da prevenção e da responsabilidade da participação governamental defronte a uma epidemia que coloca em risco a vida de milhares de brasileiros. Seu discurso era também sua imagem. Usou sua coragem como poucos para mostrar seu rosto e dizer através dos meios de comunicação que ser portador do vírus da aids, não significa necessariamente a morte civil.

Nascido em 1946, mineiro de belo horizonte, guerrilheiro dos tempos da ditadura no Brasil,  ex-estudante de medicina, exilado em 74 na França, foi jornalista, sociólogo, escritor e o último exilado a retornar ao país em 1981.

Herbert Daniel foi líder intelectual e lutou bravamente contra a ditadura militar.Como ambientalista, fundou o partido verde em 1986, juntamente com Alfredo Sirkis, Carlos Minc, Fernando Gabeira, Lucélia Santos, Guido Gelli, John Neschling, Luis Alberto Py.

Se destacou na defesa  dos direitos dos homossexuais e dedicou boa parte de sua vida contra o que ele definia como “morte social” dos doentes de AIDS. Tornou-se soropositivo em 1989, quando fundou a ONG “PELA VIDDA” (valorização, integração e dignidade do doente de AIDS), deu voz aos doentes que eram impiedosamente discriminados pela sociedade.

O legado que Herbert Daniel deixou para a humanidade foi a sua luta para desarmar  o preconceito da sociedade com os portadores de  AIDS. Imaginou possibilidades mais lúcidas e humanas sobre as relações sociais, médicas e trabalhistas.Daniel propôs a cidadania e a democracia para toda a população brasileira.

Para ele a vivência da homossexualidade era em si um exílio. Esta questão deveria ser discutida em âmbito político. O cidadão deveria sair da indiferença e questionar o poder.Herbert explicava: que na medida em que a sexualidade é uma inquietação, impõe opções.A pessoa, ao diferenciar-se nas opções sexuais, assume posturas diante do poder. Portanto, milita.  Tornando-se de certa forma subversiva e não indiferente. Castrado e castrador. E ainda reforçava que toda a ditadura depende da indiferença das pessoas. E que  esta indiferença começa nas questões que envolvem as atitudes corporais.

Fonte : Blog da FVHD

Com o plenário e corredores da câmara de vereadores de porto velho abarrotados de pessoas, aconteceu no ultimo sábado dia 24/03 o primeiro encontro de Jovens verdes da capital.

O presidente estadual do PV , Lindomar Garçon , foi recebido de forma calorosa pela militância jovem do partido. Lindomar Garçon usou da palavra para agradecer as manifestações de apoio da juventude verde e fez diversas colocações que o mesmo considera importantes a serem seguidas para que o partido seja contemplado com êxito nos seus objetivos para processo eleitoral em 2012.

Reafirmando o antigo chavão de que os jovens são o futuro do Brasil , Lindomar Garçon acrescentou que este futuro passa primeiro pelas esferas municipais, estaduais e se concretiza na esfera nacional, porque o poder inovador e a capacidade de mobilização da juventude foram e são o fiel da balança para as grandes decisões dos governos,e que esta juventude já provou sua capacidade quando pintaram suas caras, foram pras ruas e derrubaram um presidente da Republica , conforme esta registrado na recente historia da política nacional .

Lindomar Garçon reafirmou seu otimismo na da grande oportunidade que o Partido Verde tem de conduzir os destinos da capital a partir de 2013 e assim sendo as políticas publicas do PV direcionadas a juventude serão um marco importante na preparação desses jovens para o mercado de trabalho e na oportunidade do primeiro emprego.

O encontro do PV jovem foi prestigiado por figuras da política local. Estiveram no encontro o presidente estadual do PR , Miguel de Sousa, o presidente municipal do PR , Geraldo Sena, presidente municipal do PSDB , Lindomar Carreiro, presidente municipal do PSD , Guilherme Erse, presidente municipal do PV ,vereador Eduardo da Milla, vereador DJ Moises ; presidente municipal do PV jovem,Ismael Correia ; presidente estadual do PV jovem e o coordenador de núcleos do PV jovem em Porto Velho ,EdiCarlos de Sousa Trindade.

No evento ficou definido que no mês de abril o Partido Verde promoverá mais um grande encontro para anunciar já oficialmente o candidato do PV para disputar a Prefeitura de porto velho em 2012

Fonte : www.tudorondonia.com

 

delegação verde que está em Dakar conhecem um modelo de motor de carro elétrico, uma solução sustentável para as grandes cidades

A delegação da Fundação Verde Herbert Daniel (FVHD) recebeu em Lisboa, na terça, 27, informações sobre o funcionamento de projeto de carro elétrico em Portugal que deve ter similar em breve na região de Jundiaí, SP. “O estado de São Paulo se comprometeu em reduzir suas emissões de carbono em 20% até 2020 sobre a base das emissões de 2005 e o projeto contribuiria com essa meta”, afirmou Marco Antonio Mroz, presidente da FVHD.

O grupo passou a manhã recebendo informações do funcionamento do projeto implantado em Portugal, e no período da tarde realizou visita in loco para conhecer locais de abastecimento de energia implantados em Lisboa. Na ocasião a delegação pode também dirigir os automóveis elétricos.

As grandes vantagens dos automóveis movidos à energia elétrica são a baixa manutenção do veículo e o baixo custo da energia utilizada, se comparado com os modelos tradicionais. A desvantagem fica por conta de sua limitada autonomia, que possibilita trajetos de, no máximo, 150 km com uma carga de bateria completa. “Estamos trabalhando em pesquisas, e acreditamos que até 2015 já teremos baterias que possibilitem trajetos de 300 km”, afirma Emanuel Louro da Silva, presidente do conselho de administração do grupo Intermoney Portugal sfc.

Além desses benefícios diretos para o bolso do consumidor, o veículo tem amplas vantagens ambientais: não emite poluentes no ar e o ruído é praticamente inaudível, o que possibilita uma melhora na qualidade do ar e uma diminuição da poluição sonora das cidades.

Para implantar um sistema que se viabilize é necessário fazer com que as pessoas sintam segurança para migrar de seus modelos tradicionais movidos à combustível para os modelos elétricos. É necessário criar uma rede de abastecimento e um sistema que seja universal. “Não adianta cada montadora criar um motor que esteja apto a ser abastecido somente num determinado ponto de abastecimento. O sistema precisa ser universal”, ressaltou José Magro, Coordenador do projeto piloto para o Brasil da Intermoney Portugal sfc.

O presidente do PV Luiz Penna e a delegação verde conhecem o projeto do carro elétrico em Lisboa

No período da tarde o grupo conheceu locais de abastecimento do automóvel em Lisboa, e sanou a dúvida quanto à possível demora no momento do abastecimento. “É possível completar a carga da bateria em aproximadamente 15 minutos”, disse Silva. Essa forma de abastecimento é um pouco mais cara, pois trabalha com um dispositivo que acelera o carregamento.

Na residência da pessoa, como geralmente há mais tempo para realização do processo, será apenas o custo normal da energia que sai da tomada, aproximadamente 1/6 do valor de abastecimento de um modelo que possua motor de combustão.

O sistema conta com um local para se passar um cartão magnético semelhante a um cartão de crédito convencional. Ele libera o fluxo de energia através de um cabo que se conecta a um encaixe no veículo. Portugal conta hoje com uma rede de abastecimento espalhada pelas principais rodovias do país, responsável pelo carregamento das baterias dos milhares de carros elétricos que já circulam pelas ruas do país.
Os integrantes da delegação da FVHD observaram o motor dos automóveis e puderam realizar um test drive pelas ruas da capital. “Não há ruído, e a aceleração é semelhante a de um automóvel movido à combustão”, observou Aluízio Paredes, integrante da delegação.

A delegação segue nesta quarta-feira, 28, para Dacar, no Senegal, onde participa do III Global Greens.

Por : José Paulo Toffano/blog da FVHD

No ultimo fim de semana  o Partido Verde realizou encontros nas bacias 8 e 10.

No ultimo dia 24/03 o Partido Verde realizou encontros nas bacias 8 e 10. As atividade se iniciaram ás 9 horas com a reunião presidida pelo secretário estadual de formação do PV e secretário adjunto de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Rogério Menezes, na cidade de Atibaia.  Ás 14 h. o presidente da Bacia 08, deputado Padre Afonso Lobato, abria a reunião na cidade Taubaté.
No encontro da Bacia 10, o deputado Beto Trícoli, agradeceu a todos que estiveram presentes á eleição da Executiva Nacional do Partido, da qual Beto passou a fazer parte, e falou sobre a participação dos verdes brasileiros no Fórum Mundial das águas. Tricoli defendeu a unidade do partido como garantia de sucesso nas eleições. “Nós temos que ter um partido unificado, para poder avançar. Hoje eu sou deputado, mas acima de tudo sou um militante do PV. Como muitos aqui, tive inclusive convite para mudar de partido, mas minha historia está aqui”, afirma o deputado.

Anfitrião do encontro, o prefeito de Atibaia, José Bernardo Dening, saudou os presentes apresentando a história do partido no município, que está na terceira administração verde consecutiva. “nós conseguimos desenvolver a cidade de forma sustentável, e hoje Atibaia é o 17º município mais propicio pra se investir no estado”. Seguindo a mesma linha, o prefeito de Bom Jesus dos Perdões, Edu Massei, ratificou o trabalho constante para o crescimento do partido: “vamos continuar trabalhando para que o PV continue sendo o maior partido da região” afirma.

Rogério Menezes lembrou da importância do PV para que outros partidos e diferentes segmentos da sociedade discutam os temas que compõem a agenda dos verdes. A mesma agenda foi lembrada pelo prefeito de Morungaba, José Roberto Zem, que falou sobre o tratamento de esgoto no município “recuperamos o ‘Pinicão’, lagoa antes poluída com esgoto, agora limpa, tratamos 100% do esgoto de Morungaba, e isso é uma referencia regional,” disse.

O presidente da Bacia 10, Dr. Simões, lembrou que um dos coordenadores regionais deixou o partido e por isso foi dada posse como coordenadora presidenta do PV em Campo Limpo Paulista, Marilda. Os presidentes municipais presentes puderam expor seu projeto para as eleições, totalizando oito pré-candidaturas a prefeito e outras três a vice-prefeito, inclusive em Campinas, maior cidade da Bacia.onde o deputado Feliciano Feliciano filho está como pré candidato e já aparece nas pesquisas.

 

Bacia 08

Em Taubaté, mais de 200 pessoas ouviram as propostas da coordenação para campanhas a prefeito e vice-prefeito, além de dicas para os pré-candidatos a vereador e presidentes de executivas municipais. O presidente da Bacia 08, Padre Afonso Lobato falou sobre a importância de ter motivos claros para ser candidato e das dificuldades da não participação nos processos políticos, partidários e sociais. “Quem nunca se envolveu em problema nenhum é complicado, candidato tem que ter história de luta pela cidade, tem que ter vontade de trabalhar pela cidade.”

Afonso Lobato destacou condições básicas para se constituir uma candidatura: “Candidato tem que ter grupo, pessoas que acreditem nas mesmas ideias que ele. Candidato tem que ter discurso, ele precisa saber as bandeiras que defende por isso a quarta condição é conhecer o partido”, afirmou.

A mesa abriu a palavra aos participantes do encontro intercalando com seu próprios componentes, vereadores, coordenadores regionais e técnicos do diretório estadual. No final do encontro, Padre Afonso falou sobre os desafios para reduzir os custos nas campanhas: “nós não temos dinheiro, mas temos a melhor bandeira, temos que conhecer e amá-la. A bacia 8 está se organizando para fazer este ano a maior eleição da sua história na nossa região” afirma.

Fonte : PV. SP

 

O sentido de urgência com as mudanças climáticas deve ser cultivado em todas as áreas. A questão do clima mudou de patamar, já que o desafio de conhecer transformou-se no desafio de por em prática ações concretas em favor da redução de emissões de gases de efeito estufa. Já não é preciso tanto entendimento sobre o problema, uma vez que já sabemos que devemos desenvolver, gerar emprego e crescer em taxas modestas e seguras, respeitando os limites do planeta.

“A motivação ambiental não é mais por vantagens, trata-se de um imperativo de consciência, uma questão moral”. Foi este o apelo que ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dirigiu aos participantes do Fórum Mundial de Sustentabilidade, em sua palestra, ontem (23), em Manaus (AM).

O ex-presidente defendeu a execução de um projeto nacional de redução de consumo e busca de matriz energética sustentável, para uma economia de baixo carbono. “Os partidos devem colocar as questões ambientais como bandeira”, disse Fernando Henrique.

Para o sociólogo, é fundamental não perdermos o foco e manter a questão de combate a pobreza relacionada às mudanças climáticas, uma vez que serão os pobres as pessoas mais atingidas pelos desastres ambientais. Fernando Henrique finalizou sua palestra dizendo que o Brasil não deve se preocupar em crescer a taxas chinesas, já que a média brasileira de crescimento nos últimos anos foi de 4%, mas com enorme efeito interno, de crescimento com qualidade.

O deputado federal José Sarney Filho (PV/MA) quis saber do ex-presidente se o retrocesso na legislação ambiental que se avizinha com a aprovação do Código Florestal não prejudicará a liderança do Brasil no combate às mudanças climáticas e na Rio+20. Fernando Henrique, mesmo com cautela, mostrou-se preocupado com os rumos do debate no Congresso e defendeu a necessidade de manter a rigidez da legislação ambiental brasileira.

Por sua vez, o ex-primeiro ministro da França, Dominique de Villepin, afirmou que a economia verde não pode ser vista como restrições, mas sim com o propósito de desafios para inovação tecnológica. Segundo ele, três ações são prioritárias: planejamento urbano, energia sustentável e segurança alimentar. “O meio ambiente está no centro do nosso futuro”, concluiu. Para de Villepin, a União Européia avançou muito em legislação ambiental, mas ainda tem de fazer mais. Ele enfatizou a necessidade de se estabelecer regras claras sobre o uso dos recursos naturais e defendeu a criação de um organismo mundial para o clima.

‘Desmatamento zero’ é a campanha que Kumi Naidoo, executivo do Greenpeace, apresentou e pediu compromisso dos dirigentes empresariais brasileiros. Roberto Rodrigues, ex-ministro brasileiro da Agricultura aceitou o apelo de Kumi, mas se for excluído bioma Cerrado pois, segundo Rodrigues, a agricultura e pecuária brasileira foi a que mais cresceu no mundo e ainda precisará do Cerrado para continuar avançando. O ex-Ministro defendeu o texto de Aldo Rebelo como ideal para as mudanças no Código Florestal, posição que encontrou discordância de membros do LIDE, expressadas por Roberto Klabin.

Os oceanos, os ecossistemas marinhos e costeiros ameaçados pela pesca predatória, exploração de petróleo e mudanças climáticas formou o penúltimo painel do último dia de debates, com a presença da oceanógrafa e exploradora em residência da National Geographic Society, Sylvia Earle; do biólogo e professor do Instituto Oceanográfico da  USP, Alexandre Turra; do presidente do LIDE sustentabilidade e da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin e do deputado federal e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputado, Sarney Filho.

Sylvia falou do extermínio das espécies marinhas, dizendo que cada animal tem sua importância para a manutenção da biodiversidade. “Mantemos uma relação de individualidade com gatos e cães, mas tratamos os peixes por quilos ou toneladas e isto não provoca os nossos sentimentos, afetos ou paixões, dificultando a defesa destas espécies tão importantes para a vida no planeta”, enfatizou.

Depois de viajar por dez dias pelo Pará e Rondônia, Bianca Jagger, no encerramento do evento, falou sobre o impacto que as barragens de Belo Monte e Madeira podem provocar nas comunidades ribeirinhas e tribos indígenas. Ela disse que não veio criticar as decisões do governo brasileiro, mas alertou que “os projetos afetarão de maneira irreversível a vida dessas comunidades e o ecossistema da região.”

O Fórum Mundial de Sustentabilidade aprovou a Carta do Amazonas, com dez pontos.

 

CARTA DO AMAZONAS

Neste ano de 2012, em que a atenção do planeta está focada no Brasil devido à Rio+20, o LIDE firma o compromisso de mobilizar a sociedade brasileira pela aprovação de uma legislação nacional de pagamentos por serviços ambientais, reconhecendo este mecanismo como fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável. Destacamos também, através do FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE, outros temas que merecem especial atenção da sociedade brasileira e mundial. São eles:

1 – A aprovação de um acordo internacional para implementar o REDD+ como mecanismo de conservação das florestas nativas.

2 – Estabelecimento de metas para a universalização do acesso à energia limpa até o ano de 2030.

3 – O apoio à maior cooperação Sul-Sul, na base de benefícios mútuos que não repitam os erros cometidos no passado.

4 - A importância de repensar as estruturas atuais da ONU para aumentar a eficácia dos processos de governança internacional.

5 – A formulação de um programa de governança dos oceanos, que permita a conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e estoques pesqueiros, incluindo a criação de áreas marinhas protegidas em águas territoriais nacionais e internacionais.

6 - O reconhecimento de que a atmosfera é um bem comum, compartilhado por todos, e cuja contaminação por gases do efeito estufa e outros poluentes precisa ser drasticamente reduzida, através de um cronograma mundial de metas firmes e compatíveis com a ciência.

7 – O desenvolvimento de uma plataforma ambiental a nível municipal como prioridade, que explicite compromissos a serem assumidos por governantes locais, com especial atenção à universalização do saneamento básico, ao incentivo à construção sustentável e à promoção da educação ambiental e do consumo consciente.

8 – A regulamentação e efetivo cumprimento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, dando atenção à possibilidade de geração de empregos, através da valorização da cadeia de reciclagem do PET.

9 – O uso das cadeias de valor de produtos da floresta para promover o comércio justo e o desenvolvimento sustentável na base da economia.

10 – A incorporação clara e explícita nas metas de desenvolvimento e respeito aos direitos de futuras gerações a um meio ambiente mais limpo e sadio.

Manaus, 24 de Março de 2012.

Fonte : Blog da FVHD 

Cientistas de diversos países que realizam pesquisas na área ambiental terão, esta semana, a última oportunidade de manifestar seus pontos de vista e questionamentos e tentar influenciar a agenda de discussões e as decisões que deverão ser tomadas durante a RIO+20.
Eles estarão reunidos em Londres em um grande evento da comunidade científica internacional em meio ambiente que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 20 a 22 de junho.
Intitulado “Planet Under Pressure” (“planeta sob pressão”), o evento foi organizado pelos quatro programas da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados para a área ambiental: International Programme of Biodiversity Science (Diversitas), International Human Dimensions Programme on Global Environment Change (IHDP), World Climate Research Programme (WCRP) e International Council of Scientific Unions (ICSU).
A expectativa dos pesquisadores é que as discussões que serão realizadas durante o encontro em Londres resultem em um documento que possa ser encaminhado por intermédio do ICSU à RIO+20, com um posicionamento em relação à temática da conferência.
“Será a última oportunidade de manifestar nossos pontos de vista e questionamentos e destacar que a ciência já avançou o conhecimento e tem contribuições significativas para dar às discussões ambientais e para tentar evitar que a RIO+20 se torne um evento puramente político”, disse Carlos Joly, coordenador do programa BIOTA-FAPESP e diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da

 

Ciência, Tecnologia e Inovação.
Na avaliação de Joly, apesar da proximidade da RIO+20, ainda é possível que os pesquisadores e especialistas reunidos no encontro em Londres possam influenciar a agenda e balizar as discussões que ocorrerão na conferência no Rio de Janeiro.  Isso porque o ICSU, apesar de não poder votar, tem direito a voz e assento nas reuniões da ONU.
“Mesmo estando em cima da hora, a posição do ICSU poderá ser apresentada durante as discussões na RIO+20 e certamente antes da conferência o documento resultado do encontro em Londres será distribuído para as delegações dos países”, disse Joly.
“O encontro em Londres está sendo realizado em um momento bastante oportuno, escolhido especialmente pelos organismos internacionais da área ambiental.  Se ocorresse duas semanas depois, dificilmente alguma coisa poderia sair dele.  Ainda estamos dentro do limite de tempo”, disse.
De acordo com Joly, as discussões durante o “Planet Under Pressure” serão influenciadas, mas não pautadas, pelo documento preparatório da RIO+20.  Conhecido como Zero Draft, o documento foi considerado excessivamente genérico pelos pesquisadores da área ambiental.
Como contraponto ao Zero Draft, um comitê composto por pesquisadores e especialistas na área ambiental de diversos países, designado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, elaborou outro documento, o Resilient people, resilient planet: a future worth choosing.
Publicado em fevereiro, o relatório aponta os principais problemas ambientais mundiais e quais as alternativas para solucioná-los ou, ao menos, minimizá-los.
“O documento é mais objetivo e não se prende a questões geográficas e econômicas como o Zero Draft, que, para ser aprovado por 193 países, logicamente teve que ter uma retórica e abordagem mais genérica”, disse Joly.
Durante o encontro em Londres, Joly participará na segunda-feira (26/03) de um dos principais painéis de discussão que serão realizados durante o evento, sobre o atual estado do planeta e os desafios econômicos e políticos que terão de ser enfrentados e superados nas próximas décadas.  O painel é coordenado por John Beddington, conselheiro científico chefe do Reino Unido.
No mesmo dia, Joly também participará de outro painel sobre contribuições à RIO+20, coordenado pelo presidente do ICSU, Yuan-Tseh Lee.  Na ocasião, Joly apresentará os resultados do BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20, promovido em conjunto pelos programas BIOTA, BIOEN e Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).  Realizado no início de março, o objetivo do evento foi contribuir para as discussões sobre os tópicos que estarão em pauta na RIO+20.
Belmont Forum
Glaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), apresentará durante o “Planet Under Pressure” um pôster explicativo do programa BIOEN.
“Fiquei um pouco surpresa porque a conferência não tem muitas sessões voltadas para a questão da energia, que permeia toda a discussão sobre a pressão sobre o planeta e é responsável, em parte, pelas medidas emergenciais que estão sendo tomadas para controlar as mudanças climáticas”, disse.
Além dos programas de pesquisa da FAPESP, também serão apresentados durante o evento em Londres resultados de outros projetos apoiados pela Fundação, como os do Temático “Urban growth, vulnerability and adaptation: social and ecological dimensions of climate change on the coast of São Paulo”, que teve cinco trabalhos selecionados para exibição.
“Isso mostra que estamos realizando pesquisas de alta qualidade no Brasil, em uma realidade na qual praticamente só nós, brasileiros, trabalhamos, com uma grande diversidade de ambientes, pressões e o maior remanescente de floresta tropical do mundo”, disse Joly.
Na quarta-feira (28/03), também será lançado durante o encontro na capital inglesa a primeira chamada de propostas do Belmont Forum.
Criado em 2009, o grupo, integrado pela FAPESP, é formado pelas principais agências financiadoras de projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas globais.  Entre elas estão a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido.  O objetivo do grupo é tentar promover uma nova maneira de se realizar colaboração internacional em pesquisas na área ambiental.
A chamada de propostas de pesquisa envolve duas áreas: segurança hídrica, com coordenação da Agence Nationale de la Recherche (ANR), da França; e vulnerabilidade costeira, que será liderada pela NSF.
Na ocasião, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, fará uma apresentação sobre os futuros projetos do Belmont Forum.  Entre eles está o lançamento de uma chamada de propostas em 2013 sobre segurança alimentar e bioenergia, que deverá ser liderado pela FAPESP.
“A FAPESP está se propondo a organizar um workshop para formatar uma proposta para que possa gerenciar a chamada internacional sobre esses temas”, disse Reynaldo Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e representante da FAPESP no Belmont Forum.

Fonte : Agência Fapesp

A ação convoca brasileiros a mostrarem sua preocupação com o meio ambiente e refletirem sobre os efeitos de suas ações no mundo

Pelo quarto ano consecutivo, o WWF-Brasil convoca a população brasileira a participar do movimento mundial Hora do Planeta, que levou 1 bilhão de pessoas a apagarem as luzes em todo o mundo, em 2011. A mobilização tem como objetivo a reflexão sobre o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta. A campanha conta com patrocínio do Pão de Açúcar e da TIM e adesão de diversas companhias e municípios. Cidades e empresas interessadas em apoiar a iniciativa podem se cadastrar pelo www.horadoplaneta.org.br.

O Rio de Janeiro será, mais uma vez, a cidade-âncora da campanha brasileira e ícones da paisagem carioca serão apagados, como o Cristo Redentor, a Igreja da Penha, o Monumento dos Pracinhas, a orla de Copacabana e o Arpoador. Além do Rio, a capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, confirmou sua participação e cidades no estado de São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia também anunciaram a adesão. No ano passado, 123 municípios, entre eles 20 capitais, aderiram ao movimento, o que tornou o Brasil o país com o maior número de cidades engajadas à Hora do Planeta.

“Neste ano, a Hora do Planeta no Brasil terá um componente especial: a Rio+20, que acontece em junho. O país será anfitrião da conferência mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) que debaterá o desenvolvimento sustentável. O ato de apagar as luzes no dia 31 será mais uma forma de mostrar ao mundo que nós, brasileiros, queremos um futuro com desenvolvimento econômico que respeite os limites do planeta e gere inclusão social”, explica a superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil,Regina Cavini.

O engajamento para a Hora do Planeta 2012 já começou. Além dos patrocinadores, a ação conta com iniciativas desenvolvidas por parceiros que aderiram ao movimento. A Eldorado será a rádio oficial pelo quarto ano e veiculará, a partir da próxima semana, spots produzidos com exclusividade. Outras ações de mobilização estão sendo colocadas em prática, como apagar as luzes das sedes ou unidades de empresas e entidades, programação cultural específica voltada para o evento, divulgação e campanhas junto a clientes, colaboradores e seguidores em redes sociais. O HSBC, Mapfre, rede Meliá de Hotéis, Sanofi Farmacêutica, Sesc Teresópolis, Sheraton São Paulo, Shopping Metrô Santa Cruz, Submarino.com, TAM Nas Nuvens e Vivo são algumas das empresas parceiras.

Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo 1 bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 135 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

Fonte : WWF
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Nos próximos vinte anos, teremos mais três bilhões de novos consumidores, precisaremos de mais 40% de alimentos, 30% de energia e usaremos mais 30% de água. Como suprir as necessidades do mundo nos próximos anos com o atual modelo de desenvolvimento não sustentável? “Sabemos do nosso apetite por energia”, completou Gro Harlem Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega, durante a palestra O caminho de Estocolmo à Rio+20, e da Rio+20 ao ano de 2032, no III Fórum Mundial de Sustentabilidade, que acontece até amanhã (24/3), em Manaus (AM), e que está sendo acompanhado de perto pela Fundação Verde Herbert Daniel. O Fórum é o espaço que reúne lideres políticos e empresários brasileiros antes da Conferencia Rio+20.

“As economias estão em crise e os ecossistema estão frágeis; um bilhão e trezentos milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à serviços básicos”, prosseguiu a autora do Relatório Brundtland.

Após fazer o diagnóstico dos problemas de sustentabilidade do planeta, Brundtland propôs, então, que os países tenham responsabilidades pelos efeitos negativos do seu próprio progresso, que encontremos novas maneiras de medir o desenvolvimento dos países, pois o progresso sem levar em consideração o combate a pobreza e o capital natural não interessa. Para ela, a ciência deve ser a linguagem comum da humanidade e sempre chamada nas tomadas de decisão e que os países devem colocar objetivos de desenvolvimento sustentável de longo prazo, num calendário para além das suas eleições internas. “Devemos cortar os subsídios dos combustíveis fosseis e usar estes recursos para financiar pesquisas por energias renováveis”, enfatizou.

Em relação à nova governança mundial, Brundtland afirmou que “enquanto vivermos no mesmo Planeta, devemos nos unir por soluções para todos”, destacando a importância de empoderar as mulheres, uma força vital nesta busca por sustentabilidade. “Países que têm mais igualdade de gênero, tem futuro melhor”, concluiu.

O evento prosseguiu com a palavra de Brice Lalonde, diretor executivo da Rio+20, que enfatizou a necessidade de não diminuirmos as expectativas da Conferência, e que mesmo que se reconheça a falta de lideranças mundiais, o papel do Brasil é fundamental. Lalonde enfatizou a necessidade de se buscar uma nova contabilidade e novos índices para medir o desenvolvimento dos países.

O encerramento do primeiro dia do evento foi dedicado ao debate de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). O cientista da Internacional Institute for Environment and Development, Steve Bass, fez um balanço mundial sobre PSA, destacando a experiência da Costa Rica e estimulando o Brasil a continuar buscando um modelo de PSA.

Na mesma palestra, o deputado federal Arnaldo Jardim cobrou esforço para apoiar a tramitação e aprovação do Projeto de Lei n. 792/2007, que regulamenta o pagamento de serviços ambientais no Brasil. O ex-governador Eduardo Braga encerrou o dia de palestras enfatizando o papel positivo do pagamento por serviços ambientais, seja para países que têm grande biomas, como o Brasil com a floresta amazônica, seja para as pessoas que vivem nestes biomas e têm a responsabilidade de cuidá-los, mas não podem ser obrigados a viver sem acesso aos serviços básicos. Para ele, as Áreas de Proteção Permanente e as Reservas Legais devem entrar na contabilidade destes pagamentos.

O Fórum Mundial de Sustentabilidade prossegue com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-primeiro ministro da França, Dominique de Villepin. O encerramento no sábado (24/3) terá diversas palestras, destacando-se Roberto Klabin, Presidente do Lide Sustentabilidade e SOS Mata Atlântica; José Sarney Filho, Deputado Federal e Líder do PV e Presidente da Comissão de Meio Ambiente; Almir Surui, Chefe do Povo Indígena Paiter Surí; e Oskar Metsavath, estilita, empresário, fundador e presidente da Grife Osklem, falando sobre sustentabilidade e a indústria do desejo.

Fonte :  blog da FVHD

 

O  presidente nacional do PV, deputado federal Luiz Penna   participou ontem  de um ato em comemoração ao Dia Mundial da Água, no Parque Olhos D’Água, em Brasília. “Quem dera todas as nossas sessões fossem num parque como este”, brincou o deputado na abertura do seu discurso. O encontro contou com a presença de moradores da região e de várias autoridades, como o governador do DF, Agnelo Queiroz, e seu secretário do Meio Ambiente, Eduardo Brandão (PV/DF).

Penna elogiou a iniciativa de Brandão em criar novos parques na cidade e ampliar os já existentes. “Eu louvo a estratégia de ampliar a quantidade de parques, de trazer a sociedade de novo para a função que as cidades devem ter, que é do encontro, da convivência”, disse o deputado. “Nós acabamos com as nossas cidades, porque perdemos a nossa perspectiva de cidade como encontro de pessoas,” lamentou.

O deputado atribui esta perda de perspectiva ao avanço desenfreado da indústria automobilística. “O desenvolvimento brasileiro focado no automóvel foi num erro grosseiro ao longo desses anos. O trânsito no Brasil mata mais do que qualquer guerra contemporânea”, apontou Penna. “O modelo desenvolvimento que temos transformou o mundo em uma máquina de fazer pobres, de criar distâncias sociais, de comprometer nosso futuro e, sobretudo, uma máquina de arrasar nosso patrimônio natural”, argumentou o deputado.

“Quando eu estive com a sua santidade, Dalai Lama, na sua genial humildade e sabedoria, ele me disse que quando ele morava no Tibet não se preocupava com o meio ambiente, mas que hoje ele acha que as questões ambientas são o eixo da discussão no mundo moderno”, recordou Penna. “Este é um momento em que nós temos que nos posicionar. Não é um problema de situação nem oposição, é um problema contemporâneo na civilização”, concluiu.

Fonte : www.deputadopenna.com.br

 

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