A deputada estadual Aspásia Camargo foi confirmada, na manhã deste domingo (24), como a candidata do Partido Verde à Prefeitura do Rio de Janeiro. Sem nenhuma coligação, poucos recursos financeiros e com direito à apenas 1 minuto disponível no horário eleitoral obrigatório, a legenda promete uma campanha criativa e baseada no trabalho de militância.

A primeira surpresa da convenção foi o anúncio de Alberto Piragibe Jr. como candidato a vice-prefeito. Com apenas 34 anos, Piragibe se tornou conhecido como presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico (AMAJB), onde se notabilizou por mobilizações contra o excesso de helicópteros voando na Zona Sul e pela preservação do Jardim Botâncio.

Muito festejada pela militância em sua chegada, Aspásia distribuiu beijos e abraços antes de entrar no evento. Ela se disse emocionada com o momento pelo qual passa o partido:

“É uma grande emoção, por tudo que podemos fazer durante essa campanha. As vitórias começam bem antes da eleição. É uma oportunidade de ouvir as lideranças da cidade, falar com o povo. Temos que passar a limpo essa cidade. O Rio tem que ser sustentável”, afirmou.

Questionada sobre as possíveis dificuldades de tentar uma candidatura sem fazer coligações, ela mostrou-se otimista e destacou que isso traz problemas, mas também tem benefícios:

“Como estamos sozinhos e somos ‘puro sangue’, então não precisamos abrir mão de nada”.

Durante o seu discurso na convenção, ela voltou a tocar na questão das coligações e atacou a chapa do prefeito Eduardo Paes, garantindo que o excesso de coligações pode levar a administração da cidade a se tornar engessada:

“Pobre do prefeito que se elege com 19 partidos. Quando você bota todo mundo nesse balaio, as coisas não andam. Todo cientista político sabe que uma coalização dessas leva à imobilidade”, cutucou.

Favelas serão a prioridade 

A principal plataforma de campanha da candidata verde será a questão fundiária, especialmente no que diz respeito às centenas de comunidades carentes da cidade do Rio. Segundo ela, é preciso integrar as favelas ao plano diretor do município e isso só é possível dando transformando os moradores em proprietários de suas residências:

“O nosso plano diretor exclui as favelas. Nossa linha mestra será a revolução fundiária que essa cidade precisa. O que a população necessita é de casa para morar, queremos um plano diretor para todos os cariocas”, prometeu.

Outros pontos defendidos por Aspásia como prioridades de seu programa de governo são uma reforma na rede municipal de educação e a saúde, incluindo um investimento maciço em saneamento básico.

Fonte : Jornal do Brasil



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